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| TIPITY EM CONSTRUÇÃO |
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| EM RUINA. |
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| EM CONSTRUÇÃO |
No auge de seu funcionamento a fábrica chegou a produzir uma média de 21 mil sacas de 50 kg por mês, gerando cerca de 350 empregos diretos e superando rapidamente a meta inicial de 20 mil sacas/mês. A principal matéria-prima era proveniente das lavouras da região, aquecendo agricultura e garantindo o sustento de várias famílias de pequenos produtores rurais.
Mas a fase de prosperidades começou a declinar três anos após a fundação da Tipity, quando o mundo vivia sob o impacto da segunda guerra mundial. Além de limitar a produção em apenas 12 mil sacas/mês, o governo brasileiro adotou uma política de interesses comerciais com a Argentina, de onde passou a ser importada a farinha de trigo que substituiria a farinha de mandioca panificável.
Nessa mesma época o Barão Kummer viveu um drama na sua vida pessoal. Acusado de ser espião nazista, ele foi obrigado a prestar uma série de esclarecimentos. Mesmo não sendo confirmada a sua ligação com os nazistas, o episódio acabou contribuindo para que a fábrica de farinha Tipity entrasse de uma vez por todas em decadência.
Mas o lado empreendedor dos fundadores da Tipity não se limitou à instalação da fábrica.
A Tipity foi, a responsável pela implantação de energia elétrica em Barra do Itabapoana e pela construção da estrada que liga Barra a São Francisco de Paula, hoje sede do município, além de contribuir para que fossem abertas as estradas que ligam São Francisco a Gargaú e a Travessão de Campos.
Os herdeiros do Barão ainda mantêm a marca Tipity, mas tanto a produção quanto as instalações e o maquinário são bem mais modestos que nos áureos tempos. Ludwing Kummer faleceu nos anos 90 e hoje é nome de rua em Barra do Itabapoana.




